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Desmistificando a Língua de sinais


Um dos mitos mais famosos é que a Língua de Sinais é universal, ou seja, que em todo o mundo se utiliza a mesma Língua de Sinais. Á verdade é que em cada país utiliza sua própria Lingua de Sinais, no Brasil é a LIBRAS, nos USA é ASL, entre outros. O fato as Pessoas pensarem que há essa universalidade ancora-se a uma ideia que esta língua é um código que os surdos utilizam para se comunicar e, muitas vezes transmitir fatos da língua portuguesa, podendo até comunicar-se em qualquer lugar do mundo. Isso é um mito disseminado pela ignorância, visto que do mesmo modo que as pessoas falam diferentes línguas orais no mundo, também as pessoas surdas em qualquer parte do mundo falam diferentes línguas de sinais.


O que também acreditasse é que essa língua é formada de gestos e mímicas, esse pensamento atribui a ela um carácter de artificialidade, mas pelo contrário, ela é uma língua natural, que surgiu por uma determinada cultura. O que é um pouco difícil de se compreender, pois, de pensa que os surdos do Brasil tem uma cultura equivalente às pessoas ouvintes do mesmo país, o que também não é verdade. Os surdos têm sua própria maneira de perceber o mundo.


Outro mito sobre a Língua de sinais é que elas são ágrafas, ou seja, que não possuem escrita. É muito fácil de acreditar nisso, pois essa língua é visual-espacial, mas a ideia de representá-la graficamente surgiu em 1974, por Valerie Sutton, uma coreógrafa americana que fez uma espécie de transcrição dos sinais para utilizá-los com os passos de dança, isto de imediato chamou a atenção da comunidade científica dinamarquesa das línguas de sinais. Iniciam-se, então, pesquisas na área e, a partir desde momento, acontece o primeiro encontro de pesquisadores, nos EUA organizado por Judy Shepard-Kegel, e dele um grupo de surdos adultos aprendem a escrever os sinais do Sign Writing, a escrita dos sinais.


Fonte: Site Biblioteca Virtual UFPB


Aqui um exemplo se escrita de sinais - SignWriting, todos os gestos com as mãos (posição das mãos, rotações, posição dos dedos e movimentos), faciais (olhos e boca) e a rotação da cabeça, ombros e demais partes do corpo utilizadas na comunicação possuem símbolos próprios que, combinados, promovem a formação da linguagem escrita. A imagem ao lado representa o sinal, e também como é representado de forma escrita o mesmo.

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